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4 месяца назад
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Mais Uma Historinha...

A noite em Curitiba estava fresca, mas o ar entre Nair e Léo vibrava com a energia residual de duas horas de ensaio intenso. Nair, com seu rabo de cavalo impecável e os ombros largos destacados pelo moletom cinza, caminhava com o skate debaixo do braço. Ao seu lado, Léo carregava o violão nas costas, os dedos longos e finos ainda tamborilando um ritmo imaginário na alça da capa. Eles estavam juntos há cinco meses, um contraste vivo que todos na escola da Nair comentavam: a força bruta da academia e das pistas de skate unida à delicadeza melódica de um músico de alma sensível...

4 месяца назад
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Manobras, Músculos e Molho de Tomate

O céu de Curitiba estava daquela cor "cinza-escritório" de sempre, e o frio de treze graus não dava trégua. Mas dentro da academia, o clima estava fervendo. Nair Monteiro, um furacão cearense de 1,80m de altura, estava finalizando sua última série de agachamento com um peso que faria muito marmanjo chorar. — Vixe, hoje eu tô inspirada! — exclamou ela, limpando o suor da testa com o antebraço. Nair era uma força da natureza. Tinha chegado de Fortaleza há sete meses, com seus pais — a veterinária Ana e o cardiologista Daniel...

5 месяцев назад
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A Fuga da Fortona. Um Ano Atrás.

— Muleque! — gritou um deles, enquanto Nair aterrissava perfeitamente, o rabo de cavalo preto balançando como uma bandeira de rebeldia. Ela usava uma camiseta três números maior que o seu tamanho, herdada do pai, que também era grandão, calça jeans surrada e tênis de skate todo rabiscado. A aparência dizia "não quero conversa", mas os olhos diziam "quero ação". — Ô, Nair! — chamou Júnior, um garoto magricela que tentava imitar suas manobras. — Tua mãe tá te procurando, véi! Falei que tu tava aqui! Nair fez uma careta...

5 месяцев назад
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O Desafio de Português

O sol da tarde de quinta-feira batia forte nas janelas da sala 213 do Colégio São José, enquanto a professora Célia escrevia na lousa: "Prova de Língua Portuguesa — próxima terça-feira". Um murmúrio de apreensão percorreu a sala, mas dois alunos, em particular, sentiram um frio na espinha. Francisco Anísio Brandão — Chico para os amigos — encostou-se na cadeira com um suspiro dramático. Aos dezesseis anos, ele era conhecido por duas coisas: marcar gols impossíveis no time da escola e ser, sem contestação, o pior aluno da turma do segundo ano...

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