Acordes e Manobras. Uma história de Nair Monteiro e Léo Soares
O sol de Curitiba já estava se pondo quando Nair Monteiro empurrou a porta do galpão onde a banda de Léo ensaiava. Ela chegava direto da academia — ainda vestindo seu moletom largo, calça de moletom e tênis de skate surrado. Os cabelos negros e compridos estavam presos num coque bagunçado, e ela carregava o skate debaixo do braço como quem carrega uma extensão do próprio corpo. — Ei, Cearense! — Léo gritou do palco improvisado, sem parar de dedilhar as cordas da guitarra. — Pensei que tivesse ido...