O sol batia forte no telhado da minha casa, anunciando o início das férias. Só que essas férias tinham um plano diferente. O irmão mais velho do Davi, o Guilherme (ou Gui, pra gente), 21 anos e universitário, se juntou com o Lucas Rocha, irmão mais velho da Luciana, também com 21 e na faculdade. A grande ideia deles? Formar uma dupla sertaneja. O Lucas sabia desenrolar um violão que era uma beleza, e os dois tinham a voz e a vontade. Sonhavam com os holofotes. Aí é que entra o nosso “brilhante” trio de apoio: eu, Davi e Lu. Eles nos chamaram pra ser a “equipe de produção”, o que, na nossa cabeça, significava ajudar a fazer sucesso. A missão era séria: ajudar nos ensaios, dar ideias, apoiar. O primeiro ensaio foi na garagem do Gui. Lucas começou a tocar uma moda de viola lenta, cheia de sentimento. Gui fechou os olhos, se preparando para a entrada. Foi quando eu tive a ideia. “Mano, tá muito parado! Precisa de um efeito visual!”, falei, empolgado. Peguei meu skate, posicionei um pequen